"Este outro Ofício"
Faria Costa voltou a abrilhantar, com as suas crónicas, “O Primeiro de Janeiro”.
Na primeira "justificou" o título – Este outro Ofício – jogando com os conceitos, significantes e significados num caleidoscópio cujo rigor e elegância, alguém – que não eu – bem poderia considerar inconstitucional.
Comprometeu-se com o leitor numa exacta medida: Escrevo... escolho... tenho... partilho...digo-o. Faço-o. E fez.
Na segunda cumpriu a sua promessa e foi além dela na crítica brilhante ao discurso populista de trazer por casa e na análise finíssima dos jogos que determinam o exercício e não exercício dos vários poderes.
Tentar ver. Ver. E depois dizer. Alto e bom som… E se nos disserem só isso estamos no mundo das aparências. Das nuvens de fumo. Dos biombos. É pouco. Muito pouco. Para uma sociedade democrática.
É soberbo ler num texto golpes tão certeiros em alvos tão inominadamente identificáveis.
É supremo, em silêncio, ver nele a subtil precisão duma grande partida de bilhar.
Faria Costa é o homem inteiro de que apetece – ainda que pelos breves instantes em que o lemos – ser um pedaço.
Dois neurónios que fossem... Mas bom, chega! Leiam e vejam.
Leiam aos sábados. Os "mouros" que, como eu, vivem em Lisboa podem comprar o jornal no C.C.B., os outros têm a "net" e "olha lá" (já são outras duas formas de acesso).
E vejam. E, já agora, vejam por mim, que não sei onde estão os óculos que ando sempre a perder.
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